1 1.
Introdução
A
Serra da calçada é considerada um local de grande importância ambiental, devido
às paisagens, a fauna, flora e recursos hídricos, enquadrada na importância das
biodiversidades de Minas Gerais.
Localizada- se no quadrilátero ferrífero (fig1
e 2), na zona de amortecimento do Parque da Serra do Rola-Moça e fica a cerca
de 20 km da região metropolitana de Belo
Horizonte, na divisa dos municípios de Nova Lima, Itabirito e Brumadinho. A Serra integra a cadeia do espinhaço,
Com uma elevada diversidade de plantas.
É
considerada área insubstituível devido às paisagens e à diversidade da fauna,
flora e recursos hídricos existentes em sua extensão. A área abriga espécies de
aves, mamíferos e plantas ameaçadas de extinção, sendo, por isso, enquadrada na
categoria de importância Especial para conservação da biodiversidade em Minas
Gerais, de acordo com o Atlas de Biodiversidade do Estado, lançado pela
Fundação Biodiversitas em 2005.
Sua
altitude é em torno de 1.450 metros acima do nível do mar, existe uma vasta
gama de vegetação rupestre, com predomínio de vegetação arbustiva , áreas de
campo limpo apresentam vegetação herbácea , graminosa, matas de galeria em
numero reduzido e pouco densas acompanham os córregos.
Em
1987 teve inicio a documentação fotográfica e identificação cientifica de
espécies na serra, foram identificadas 60 famílias, 172 gêneros e 339 espécies,
incluindo liquens, briófitas e fungos.
2. Objetivo
Foi
realizada no dia 02 de Outubro de 2010 uma visita a serra da calçada a fim de
realizar caracterização do campo na Serra da calçada e sua vegetação, coletas
de amostras para identificação e elaboração de um trabalho relacionado a
disciplina de fanerógamas (fig3 e fig4).
A
coleta foi realizada utilizando, tesoura de poda (fig5), canivete e podão (fig6)
para coletas em arvores mais altas.
As
amostras coletadas visam a representação do aspecto global da planta, portanto
é importante coletar flores e frutos, também foram tomadas notas das posições
geográficas utilizando um GPS. O material coletado foi transportado em saco
plástico durante a coleta, e posteriormente colocado em uma prensa (fig7) que
utiliza madeira para prender as pilhas formadas pelos jornais contendo
exemplares intercalados com papelão, uma corda de nylon foi utilizada para
evitar o deslizamento do material na prensa e o mesmo foi transportado ate o
laboratório.
No
laboratório foi utilizado um ebulidor para reidratar algumas partes das plantas
necessárias para sua identificação. Para análise das flores foi necessário
realizar cortes transversais e longitudinais a fim de permitir a observação do
ovário e seus lócus. Quantos as folhas foram utilizadas lupas para verificar
indumentação, em alguns exemplares a lupa também foi necessária para
verificação das nervuras, e réguas para verificar o tamanho das folhas, para
identificação das famílias foi utilizada chave dicotômica.
Após
estas analises foram montadas as exsicatas em cartolina rígida branca, o
tamanho da exsicata varia de acordo com o local de armazenamento, mas o tamanho
mais comum é 35 x 45 x 20 cm, as informações de coleta foram anexadas no canto
inferior direito da cartolina, a planta será montada sobre a cartolina, de
forma que permita a observação das duas superfícies foliares, de flores e
frutos abertos e fechados em alguns casos é necessário afixar um corte dos
mesmos para permitir a observação de estruturas internas, amostras com folhas
simétricas muito grandes podem ter um lado da folha cortado caso haja
necessidade, e espécimes com mais de 50 centímetros podem ser dobrados em V, N ou M, para caberem
na cartolina.
4. Resultados.
Após analise
das estruturas das amostras e correlação das mesmas com a chave dicotômica os
resultados obtidos foram os seguintes:
Murici
Planta
arbórea com folhas simples pecioladas sem bainha, filotaxia oposta com estipulas
laterais, folhas simétricas oblongas com ápice obtuso a cuneato e base
decurrente, margem lisa , face abaxial pilosa e adaxial lisa.
Inflorescência
composta, um cacho de dicásios formando um tirso.
Tamanho das
folhas:
Menor: 2,5 x 0,6 cm
Maior: 9,0 x
4,0 cm
Flores róseas
bissexuais pedunculadas com ausência de brácteas, cálice gamossépalo com cinco
sépalas, e corola dialipétala com cinco pétalas, apresentam onze estames,
ovário supero com dois lócus e dois carpelos e gineceu dicarpelar.
Margarida Amarela
É
um arbusto, composto por folhas simples sem pecíolo, filotaxia oposta e
ausência de estipulas, as folhas são simétricas, pilosas, oblongas com venação peniparaliliner-
vea, possui forma da base e ápice agudos e margem lisa.
O comprimento médio das folhas é de 10 cm.
A inflorescência é
racemosa, formando um capitulo radiado. As flores são amarelas, sésseis sendo
as do raio unissexuais e as do disco bissexuais. Apresenta brácteas involucrais,
e ausência de pedúnculo, o cálice é gamossépalo (a determinação do numero de sépalas não
se aplica). A corola é gamopétala, cada flor possui uma única pétala, cinco
estames, antera com deiscência longitudinal, ovário ínfero unilocular e
unicarpelar, com placentação basal.
Marcela
Planta herbácea apresenta folhas simples
simétricas sem pecíolo, mas com bainha. Filotaxia alternada espiralada com
ausência de estipulas, venação peninérvea, forma das folhas oblongas com a base
aguda a atenuada e ápice agudo, com margem lisa e indumentação pilosa. O
comprimento médio das folhas é de 2 cm.
A inflorescência é
racemosa do tipo capitulo, as flores são sésseis, bissexuais, com brácteas
presentes o cálice está ausente ou transformado em papus, não é possível determinar
o numero de sépalas. A corola é gamopétala constituída de cinco pétalas. Estão
presentes cinco estames, a deiscência da antera é rimosa, (a classificação do
gineceu: dialicarpelar ou gamocarpelar não se aplica) o ovário é ínfero
unilocular e unicarpelar com placentação basal.
Identificação de acordo com a chave dicotômica
Malpighiaceae (fig8. Murici)
Chave B:
Flores diclamídeas ou dialipétalas
1.
Flores
com 4 pétalas ou mais
54.
Ovário súpero
81. Flor com um pistilo
91.
Flor não tetrâmera ou, se tetrâmera com mais ou menos de seis estames.
92.
Ovário bi-plurilocular ao menos na região mediana.
129.
Folhas sem pontuações translucidas
133.
Estames livres entre si ou apenas 1
141.
Folhas simples ou compostas unifolioladas.
149.
Flores Zigomorfas
150.
Estames 2-8
151.
Folhas opostas ou verticiladas.
152.
Lóculos do ovário com um único ovulo.
ASTERACEAE (fig9. Margarida amarela)
Chave A:
Flores aclamídeas ou monoclamídeas
1
. Flores monoclamídeas
12
. Flores bissexuais
59
. Ovário ínfero
60
. Ovário unilocular
61
. Flores dispostas em capítulos
ASTERACEAE (fig10. Margarida amarela)
Chave A:
Flores aclamídeas ou monoclamídeas
1
. Flores monoclamídeas
12
. Flores bissexuais
59
. Ovário ínfero
60
. Ovário unilocular
61
. Flores dispostas em capítulos
5. Conclusão
O levantamento de materiais colhidos
durante o trabalho referente a disciplina Fanerógamas contribuiu para as
observações que fornecem apenas uma idéia parcial sobre o local, e uma vivencia
das praticas utilizadas em campo, e dos métodos que são utilizados para
identificação de espécies .
6.
Referências
Bibliográficas
WIGGERS.Ivonei,
STANGE. B. Carlos
Eduardo. Manual de instruções para
coleta, identificação e herborização de material botânico.Disponível em:
< http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/733-2.pdf>
acesso em: 09 nov. 2010.
DRUMOND.
Glaucia; Martins. Cássio; Machado. Angelo; Sebaio. Fabiane; Antonine. Yasmine. Biodiversidade em Minas Gerais.
Disponível em: < http://www.biodiversitas.org.br/atlas/conservacaoMinas.pdf>
acesso em: 09 nov. 2010.
MARTENS. Leda Afonso. Flores da Serra da Calçada.Editora UFMG. Belo Horizonte, 1° edição,
2008.



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